quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Passaram cinco anos pelas minhas veias desde que escrevi algo aqui, e hoje é o dia que me questiono se ainda o sei fazer da mesma forma e com a mesma intensidade, profundidade que as palavras devem ter ao ser lidas... Vou tentar pela "primeira" ou última vez expressar tudo que vai neste coração que outrora tão pequeno hoje se vê tão grande e vazio... 
A medida que vamos crescendo sentimos (senti) que por vezes tudo parece uma loucura, os nossos pensamentos as nossas acções, antes parecia tão simples tão prático citar apenas um "amo-te com tudo o que sou" hoje questiono-me: o que realmente Eu sou? Esse será o problema de crescer, por vezes queremos tornar-nos em algo que na verdade não somos só para agradar a alguém, só por nutrir sentimentos por alguém julgamos que o nosso coração deve pertencer a essa pessoa e não, não por favor não. O segredo é encontrar o nosso Eu antes de o dar a seja quem for. Sei hoje que esse foi o meu erro durante estes anos em que baloicei de asa em asa apenas procurando um ninho que aceita-se todas as minhas imperfeições e isso fez-me perceber que ninguém vai aceitar aquilo que não reconhecem neles próprios. Vemos tantas caras e tão poucos corações, tanta humanidade mas tanto sofrimento... Hoje pergunto-me sobre tudo tal como uma criança ao crescer se pergunta do porque da terra ser redonda e não plana, do sol ser cor-de-laranja e não branco como a lua, e acredito que é assim que se deve viver perguntando porquê; neste mundo de ingratidão onde ninguém se ama, só porque o amor é a melhor forma de viver, mas sim porque fica bonito os outros verem que temos alguém bonito ao nosso lado para nos acompanhar em eventos sem fundamento, ou então para acreditarem que são felizes de alguma forma.
A pouco tempo desfiz um laço que me rompia a alma algo que já devia ter feito à muito, será que dá para entender o poder das palavras? Ou serei eu demasiado intensa? Assusta-me o facto de falarmos em vão, sentirmos em vão, sonharmos em vão, criarmos laços em vão. Mas no retorno nada é em vão levo comigo as boas memórias e uma aprendizagem para que nada se repita, sinto que fui culpada ao envolver-me tão fugazmente em algo sem fundo, por vezes sentir muito faz com que os nossos olhos por mais abertos sejam cegos, o Amor tem destas coisas; mas tudo que vem vai, será que deixei o amor ir por apenas não conseguir ser Eu? por apenas não me sentir mais eu, não queria falar em culpas mas sinto um peso no peito quando penso que por mais que dê-mos o mundo a alguém se não estivermos sentados no mesmo degrau jamais irá ser justo, à sempre injustiça pelo meio, porque na vida não existem meios termos e eu nunca fui de jogar pela metade não sei porque o permiti durante tanto tempo sentir-me vazia estando cheia de Ti... Entristece-me saber que errei por te ter sem me ter, espero que me perdoes por isso e por ter cortado o nosso laço assim, sei que tão cedo não irás perceber as minhas palavras o meu sufoco a minha sensação de inutilidade na nossa relação mas sei que mais tarde ao olhar para trás vais-te lembrar de mim com um sorriso na cara por te ter feito encontrar a Ti próprio no meio desta tempestade; quanto a mim acho que sou uma eterna busca por toda a imensidão do que sinto e quero vir a sentir nunca vou encontrar respostas para todas as minhas perguntas mas pelo menos sei que tentei, e isso, isso meu querido foi o que tu me ensinas-te a tentar mas que desistir ás vezes faz bem.
Hoje escrevi quatro parágrafos graças a este nó que foi desenrolado. Obrigada por me fazeres sentir eu de novo mesmo não estando unidos sei que foi para isso que cruzas-te a minha vida para me dar certezas de TUDO QUE EU SOU.

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